9 de novembro de 2009

Consciência fonológica

A consciência fonológica, ou o conhecimento acerca da estrutura sonora da linguagem, desenvolve-se nas crianças ouvintes no contato com a linguagem oral de sua comunidade. É na relação com diferentes formas de expressão oral que essa habilidade metalinguística desenvolve-se, desde que a criança se vê imersa no mundo linguístico. Diferentes formas linguísticas a que qualquer criança é exposta dentro de uma cultura vão formando sua consciência fonológica, entre elas destacamos as músicas, rimas, cantigas de roda, poesias, parlendas, jogos orais, e a fala propriamente dita. No entanto, de acordo com Lílian Nascimento, fonoaudióloga e doutoranda em Educação pela Unicamp, é preciso mais que cantar, ouvir e recitar. É preciso chamar a atenção da criança para os segmentos sonoros da língua oral, sejam eles sílabas, rimas ou aliterações.

Sempre gostei de usar a música como um recurso para desenvolver minhas aulas, pois acredito que não têm criança que não goste de ouvir e cantar, tornando assim a atividade prazerosa, porém não tinha conhecimento o quanto ela é importante para o desenvolvimento da consciência fonológica das crianças.

Antes mesmo da solicitação de um planejamento pela a interdisciplina de Linguagem e Educação, eu já estava trabalhando com a música "Aquarela". Essa música foi escolhida pelos alunos, para homenagearmos a escola, no dia do seu aniversário.

Essa música têm me proporcionado desenvolver atividades variadas, por ser uma letra riquíssima, onde se consegue explorar a leitura, a produção oral e escrita.




O mosaico da aquarela foi outra atividade que foi desenvolvida com os alunos, a partir da música.
Usaram para confeccionar esse trabalho, a aquarela, que por sinal tiveram dificuldades para encontrar no comércio, essa tinta. Muitas pessoas assim como os alunos, também não conheciam, nem sabiam do que se tratava e para que servia.
O compasso foi outro recurso que os alunos tiveram que aprender a manuseá-lo, para poder usar, pois nunca tinham trabalhado com ele.

As aprendizagens estão acontecendo de uma forma natural, pois a curiosidade em conhecer todos esses recursos, e tentar descobrir os significados da letra da música fez com que se mostrem interessados e comprometidos em sala de aula.

5 de novembro de 2009

Inclusão de surdos na educação

Quero deixar aqui registrado, essa entrevista que encontrei no Portal Educativo Ceale, e que achei bastante interessante já que estamos nesse semestre estudando sobre Língua Brasileira de Sinais - Libras.
O professor diz acreditar que o aluno surdo encontra grandes dificuldades em aprender a língua portuguesa, e devido a isso possa vir a ocorrer a desistência.
Pensando bem, o importante e necessário seria que todo o professor tivesse preparado para receber esses alunos, só assim eles estariam recebendo uma verdadeira educação em que têm direito.

Ceale Debate discute inclusão
Em sua última conferência de 2009, evento abordou o ensino de surdos
Autor: Ana Flávia de Oliveira

O professor da PUC Minas e da Faculdade Metropolitana de Belo Horizonte, Carlos Rodrigues, foi o convidado do Ceale Debate da última terça-feira, 27 de outubro. O especialista em Educação Inclusiva apresentou a palestra Inclusão de surdos na educação: como são construídas oportunidades de aprendizagem e participação em sala de aula? A conferência teve por base pesquisas desenvolvidas pelo professor, entre elas, sua dissertação de mestrado, concluída em 2008.
Mediada pela diretora do Ceale e professora da FaE/UFMG, Francisca Maciel, a palestra partiu de uma retomada histórica. Segundo Carlos Rodrigues, antigamente, os surdos eram considerados portadores de problemas mentais e, por isso, inaptos para o aprendizado. A aceitação da “natureza educável” dos surdos teve início a partir do século XVI. Desde então, outras transformações sócio-históricas contribuíram para o reconhecimento e a inserção das pessoas com deficiência auditiva na sociedade. Observando o contexto da sala de aula para desenvolver sua dissertação, Carlos Rodrigues notou que uma das principais causas das situações de incompreensão entre alunos surdos e professor ouvinte era o fato de se considerar a língua portuguesa como o idioma materno desses sujeitos ao invés da Língua Brasileira de Sinais (Libras). O professor acredita que o aprendizado da língua portuguesa demanda um gasto cognitivo maior da criança surda, o que pode resultar em desistência. Além disso, o pesquisador defende que o uso da Libras favorece o desenvolvimento do aluno surdo. “A Libras permite que todos tenham um acesso equiparado àquilo que está sendo dito. Mas ela deve ser utilizada como língua de instrução e não somente como um recurso a mais na sala de aula.” No entanto, apenas o uso da Libras não resolve o problema da inclusão dos surdos na sala de aula. Para Carlos Rodrigues, existem outros aspectos a serem considerados. “O professor deve ficar atento, por exemplo, à organização espacial da sala porque, para que possam se ouvir, todos precisam se ver.” Ele observou ainda que é preciso mudar a forma de ensinar e usar outras estratégias que permitam a participação efetiva dos surdos na construção do conhecimento. Outro aspecto destacado pelo conferencista durante sua apresentação foi a importância de não se caracterizar esse público apenas por uma determinada condição, no caso, a surdez. “Surdo é um termo abrangente, que não leva em consideração a diversidade existente”, disse Carlos Rodrigues. De acordo com o professor, é preciso considerar os variados graus de surdez, o estágio em que ela ocorreu, bem como as próprias diferenças decorrentes, dentre outros fatores, da idade e da personalidade de cada indivíduo.

11 de outubro de 2009

Pensamento Infantil

video
Trabalho de Campo!

Lê têm 3 anos de idade, e foi escolhida por mim para contar uma história, para que eu pudesse realizar a atividade solicitada pela interdisciplina de Linguagem e Educação.

A mistura de realidade e fantasia que a Lê faz ao narrar a história, são importantes e fazem parte da fase do desenvolvimento cognitivo e afetivo de toda criança que se encontra no processo de alfabetização. Esse processo inicia bem antes da criança começar a falar e se estende até a idade adulta.
Ao escutar o áudio: narrativa de adulto, que é a narrativa oral de uma senhora de 70 anos, não alfabetizada, consegue-se perceber que o adulto também narra baseando-se no seu dia a dia e nas histórias que contaram para ela.

8 de outubro de 2009

Comentários!

Hoje levei o filme "Seu Nome é Jonas" para meus alunos assistirem.
Abaixo estão alguns comentários que fizeram sobre o filme.
O envolvimento foi tanto, que despertou em alguns pais o interesse em assistir o filme, devido seus filhos terem comentado em casa.
Me sinto feliz em ver que estou conseguindo proporcionar a meus alunos aprendizagens importantes,como a discriminação, o preconceito e o respeito as diferenças.

5 de outubro de 2009

Depoimento!

Quero deixar registrado um fato que ocorreu comigo, na festa de aniversário do meu sobrinho e aluno, que me deixou muito feliz.

Minha cunhada me mostrou na página do seu orkut um depoimento, feito por uma pessoa que me reconheceu através das fotos que ali estavam postadas.

Fabiane, hoje adulta, foi minha aluna quando criança.


29 set

Fabiane e Laís:
A educadores que passam em nossas vidas por que tinham de passar, mas á aqueles que passam e deixam algo na gente e essa pessoa passou em minha vida e deixou tantas coisas boas que até hoje lembro dela. Obrigado por tudo professora...


São fatos como esses que acontecem em nossas vidas, que fazem com que nós educadores vejamos o quanto vale a pena sermos dedicados, atenciosos e principalmente amigos de nossos alunos, e assim podermos chegar a conclusão de que estamos indo pelo caminho certo.

4 de outubro de 2009

"Seu Nome é Jonas"

Essa foto foi copiada do blog da Ana Carolina http://anacarolinafrank.blogspot.com/search

Pretendo após converter o DVD, levar o filme para que meus alunos possam assistir, pois acredito na importancia deles ficarem informados sobre as injustiças que muitas vezes os surdos passam e também o quanto uma desinformação sobre o assunto pode prejudicar o surdo. Como mostra o filme, que depois de passar 3 anos em uma instituição para retardados, o menino Jonas tem diagnóstico de que possuí apenas surdez.
Desde muito tempo os surdos vem sendo excluídos de várias atividades essenciais a vida como a educação, esporte, lazer dentre outros, sem falar do tempo em que sacrificavam aqueles que nasciam surdos. Até os dias de hoje existem muita desinformação sobre o surdo, pois são pessoas capazes de trabalhar, estudar, formar família e ter uma vida normal e digna como qualquer outro cidadão.

2 de outubro de 2009

Língua de sinais!

Tenho procurado levar para meus alunos os conhecimentos que venho aprendendo no PEAD.

Desde que tive aula sobre Língua de sinais (LIBRAS), venho me organizando para tentar passar para eles tudo que tenho pesquisado até então sobre o assunto.

Aproveitei o horario que os alunos têm no Ambiente Informatizado para desenvolver a aula sobre língua de sinais.

Nenhum aluno soube me responder, o que significava a palavra LIBRAS, mesmo depois de ter feito uma conversação sobre línguas. O que me responderam sobre Libras(sígno e dinheiro), nada mais.

A maioria deles já tiveram em algum momento contato com pessoa surda, como também encontraram muita dificuldade para se comunicar com elas.

A turma mostrou interesse sobre o assunto, então, resolvemos tentar cada uma fazer o seu nome
através do Alfabeto de Libras.
Em seguida, realizaram outras atividades, como: Dominó, Caça -palavras, contando e somando em Libras.
http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=52

A minha curiosidade em querer ver como meus alunos irão reagir a cada proposta nova, acredito ser a mesma que move eles ao tentar entender ao desconhecido.
Essa atividade nos proporcionou momentos de trocas bem significantes, como também veio para auxiliar os alunos na convivência com as diversidades dentro e fora da escola. Temos muito que aprender, pois não basta apenas conhecer as letras para conversar com surdo,, o aprendizado da Libras exige muita dedicação, como em um outro idioma.

Pretendo levar o filme "Seu nome é Jonas", para os alunos assistirem, acho que irão gostar.